Juros compostos e aportes mensais: como eles se combinam
Quando você faz aportes mensais, cada aporte começa a "trabalhar" — a render juros — a partir do mês seguinte ao que foi feito, não no mesmo mês. Isso significa que um aporte feito no mês 1 acumula juros por praticamente todo o período da simulação, enquanto um aporte feito no mês 200 mal teve tempo de render antes do fim. Veja esse efeito na prática, simulando um aporte fixo de R$ 500,00 por mês, a 8% a.a., ao longo de 20 anos:
Quanto do valor final vem de juros, em cada prazo
| Prazo | Total investido | Juros acumulados | Valor final |
|---|---|---|---|
| 5 anos | R$ 30.000,00 | R$ 6.472,33 | R$ 36.472,33 |
| 10 anos | R$ 60.000,00 | R$ 30.062,14 | R$ 90.062,14 |
| 15 anos | R$ 90.000,00 | R$ 78.803,15 | R$ 168.803,15 |
| 20 anos | R$ 120.000,00 | R$ 164.499,53 | R$ 284.499,53 |
Repare que a fração do valor final que vem dos juros (e não dos próprios aportes) cresce com o tempo — é o efeito de juros sobre juros se acumulando sobre um número cada vez maior de aportes anteriores.
Por que o momento do aporte importa
No motor de cálculo, os juros de cada mês incidem sobre o saldo acumulado até o mês anterior; o aporte do mês corrente é somado depois. Isso equivale a considerar o aporte como feito ao final do período — não no início. Veja a metodologia completa para a explicação detalhada dessa regra.
Escrito pela equipe do Primeiro Milhão · Publicado em 22 de julho de 2026.
Esta simulação tem finalidade exclusivamente educacional e não constitui recomendação de investimento. Simule seu próprio cenário na calculadora.